sexta-feira, 29 de abril de 2011

A Benção de João de Deus- Interceda por nós! (Papa João Paulo II).


            

 A presença do Papa João Paulo II em nosso meio foi um acontecimento que emocionou milhões de pessoas em todo mundo. Despertou o sentimento de fé e de esperança em cada coração que desejava viver uma vida voltada para família.
            Em sua história o Papa João Paulo II, mesmo estando fragilizado pela idade e pela doença, veio de longe trazer sua benção e seu apoio às famílias, estimulando-as a perseverarem fielmente no amor conjugal, e dar sua palavra em defesa incondicional à vida humana desde a origem. Sua visita ao Brasil de 2 ao dia 5 de outubro de 1997 no Rio de Janeiro, trouxe ao povo brasileiro muitas bênçãos e o fortalecimento da fé.
            É inegável que sua imagem propagada pela TV se transformou em ícone religioso, mesmo assim milhões e milhões de pessoas no Brasil e no mundo tem acompanhado os passos e o processo de beatificação daquele que já me vida considerado santo. Seus passos firmes, seus acenos enquanto vivo, mantinha a esperança. Os discursos por ele feito nas inúmeras visitas pastorais pelo mundo, já era de um ancião cujas palavras, cansadas e pausadas eram acolhidas como doutrina.
            Hoje as portas da beatificação do Papa João Paulo II ainda podemos ouvir suas palavras reafirmando que é nas famílias que “o ser humano cresce e se torna um cidadão maduro”. Lembrando que a estabilidade da família depende do contexto social. Lembramos também que o Papa fez questão de dizer: “quero encorajar todo esforço dirigido a promover adequadas estruturas organizativas que assumam um diálogo construtivo com as instâncias políticas, das quais depende em boa medida a sorte da família e da sua missão a serviço da vida”.
            Quando o Papa esteve no Brasil fez questão de dirigir sua palavra às autoridades, falando em fraternidade cujo sentido e finalidade é “impulsionar um progresso ordenado que alcance todas as famílias e categorias sociais nos princípios da justiça e da caridade cristãs”.
            Entendemos com isso que a mensagem do Papa desaprova toda estrutura de exclusão à vida digna. É o pontífice a sutil conclusão: “certamente os desequilíbrios sociais, a distribuição injusta dos meios econômicos, a necessidade de uma ampla difusão dos meios básicos de  saúde e de cultura, os problemas da infância desprotegida, constituem um desafio enorme para os governantes do mundo”.
            Lembremos da visita do Papa ao Rio de Janeiro em outro de 1997. Onde participou do encerramento do Congresso Teológico Pastoral no Rio de Janeiro, dia 3. E no seu último dia de visita no Aterro do Flamengo celebrou a missa para 2 milhões de pessoas, ele não media esforços apesar do cansaço e estado de saúde. Estava lá arrebatando milhões de pessoas para o Senhor.
            Em seu discurso vale lembrar com carinho e lágrimas de amor quando esteve rezando com as autoridades, bispos de todo o continente e, acima de tudo, esteve rezando com cada um de nós, pela integração e unidade de nossas famílias. No seu discurso o Papa declara: “A família é esta particular e ao mesmo tempo fundamental comunidade de amor e de vida, sobre a qual se apóiam todas as demais comunidades e sociedades. Por isso, invocando as bênçãos do Altíssimo pelas famílias, rezamos juntos por todas aquelas grandes sociedades que aqui representamos. Rezamos pelo futuro das nações e dos Estados, como também pelo futuro da Igreja e do mundo”.
            “De fato, através da família, toda a existência humana é orientada para o futuro. Nela, o homem vem ao mundo, cresce e amadurece. Nela, ele se torna um cidadão sempre mais maduro do seu país e um membro da Igreja mais consciente. A família é também o primeiro e fundamental ambiente, onde cada homem distingue e realiza a própria vocação humana e cristã. A família, enfim, é uma comunidade insubstituível por qualquer outra”
            “Com o ser humano, toda a magnificência da criação visível abre-se à dimensão do espiritual. A inteligência e a vontade, o conhecimento e o amor__ tudo isto entra no cosmo visível, no momento mesmo da criação do homem. Entra precisamente manifestando, desde o início, a compenetração da vida corporal com a espiritual. Assim, o homem deixa seu pai e sua mãe, e une-se à sua mulher, tornando-se uma só carne; mas esta união conjugal enraíza-se contemporaneamente no conhecimento e no amor, ou seja, na dimensão espiritual”
            “No plano de Deus, o matrimônio___ o matrimônio indissolúvel ___ é o fundamento de uma família sadia e responsável”.
            “A criação do homem tem o seu fundamento no eterno Verbo, o eterno Filho, por meio do qual tudo foi criado. Também o homem foi criado através do Verbo, e foi criado como homem e mulher. A aliança conjugal tem sua origem no Verbo eterno de Deus. Nele a família é eternamente pensada por Deus, imaginada e realizada. Por Cristo ela adquire seu caráter sacramental, a sua santificação”.
            “Pais e famílias do mundo inteiro, deixai que vo-lo diga: Deus vos chama à santidade! Ele mesmo escolheu-nos “por Jesus Cristo, antes da criação do mundo __ nos diz São Paulo __ para que sejamos santos na sua presença” (Ef 1,4). Ele vos ama loucamente, ele deseja a vossa felicidade, mas quer que saibais conjugar sempre a fidelidade com a felicidade, pois não pode haver uma sem a outra”
            “Não deixeis que a mentalidade hedonista, a ambição e o egoísmo entrem em vossos lares”. “Sede generosos com Deus. Não poderia deixar de recordar, mais uma vez,que a família está à serviço da Igreja e da sociedade no seu ser e agir, enquanto comunidade íntima de vida e de amor (Familiaris Consortio, 50). A mútua doação abençoada por Deus, perpassada de fé, esperança e caridade, permitirá alcançar a perfeição e a mútua santificação de cada um dos esposos. Servirá, em outras palavras, como núcleo santificador da própria família e de expansão da obra de evangelização de todo o lar cristão”.
            “Sede portadores de paz e de alegria no seio do lar; a graça eleva e aperfeiçoa o amor, e com ele vos concede as virtudes familiares indispensáveis da humildade, do espírito de serviço e de sacrifício, do afeto paternal e filial, do respeito e da mútua compreensão”.
            “E como o bem é por si mesmo difuso, faço votos também de que a vossa adesão à Pastoral Familiar seja, na medida das vossas possibilidades, um incentivo a irradiar generosamente o dom que está em vós, primeiramente entre os filhos, depois àqueles casais ___ talvez parentes e amigos ___ que estão afastados de Deus ou passam por momentos de incompreensão ou de desconfiança”.
            “Neste caminho em direção as realidades na qual as famílias estão vivendo, ,fazei com que a miséria não destrua a família, impeça o acesso à cultura e à educação básica, não deixem serem corrompidos pela miséria que destrói costumes, valores e até mesmo as próprias raízes da saúde dos jovens e dos adultos nos seus sonhos.”


Temos por sorte e honra no Senhor em termos recebido no Brasil, um homem santo em pessoa nas terras morenas.      

       Um Brasil de todas as raças.

Louvado seja João de Deus.   (Ir. Heleodoro, NDS.


O Papa João Paulo II nos visita:

 Primeira visita - 1980
João Paulo II beatificou o jesuíta José de Anchieta, que chegou ao Brasil, em 1553, para catequizar os habitantes do país. O Papa participou do X Congresso Eucarístico Nacional, realizado entre 30 de junho a 12 de julho 1980, em Fortaleza, no Ceará. Ele foi recebido pelo general João Batista Figueiredo, último presidente brasileiro no período da ditadura militar.

  Segunda visita - 1991
O Papa João Paulo II foi recebido pelo presidente Fernando Collor de Mello. Em Salvador, capital baiana, ele visitou irmã Dulce, que estava com a saúde debilitada. A religiosa ficou conhecida por se dedicar às crianças carentes da Bahia.
 
  Terceira visita - 1997
O Papa foi recebido pelo então presidente Fernando Henrique Cardoso e participou do II Encontro Mundial do Papa com as Famílias, realizado na cidade do Rio de Janeiro. Ele ficou por quatro dias na cidade. Em seus discursos, João Paulo II condenou o divórcio, o aborto e os métodos contraceptivos. Ele abençoou o Rio Janeiro aos pés do Cristo Redentor. 

Caixão de João Paulo II é retirado do túmulo para beatificação


   Cidade do Vaticano, 29 abr (EFE).- O caixão com os restos mortais de João Paulo II foi retirado nesta sexta-feira do túmulo que ocupava na cripta da Basílica de São Pedro e colocado sobre um palanque coberto com uma tela branca diante da monumental tumba de São Pedro.
   O ataúde permanecerá no local até sábado, quando será levado ao Altar da Confissão da Basílica de São Pedro, para que os fiéis possam venerá-lo uma vez beatificado pelo papa Bento XVI.
O caixão, informaram à Agência Efe fontes do Vaticano, foi retirado poucos minutos depois das 9h da hora local (4h de Brasília).
   A cripta da Basílica de São Pedro permanecerá fechada ao público a partir desta sexta-feira hoje até o começo da tarde do dia 1º de maio.
   O caixão com o corpo de João Paulo II, que morreu no dia 2 de abril de 2005 aos quase 85 anos (que os completaria em 20 de maio) não será aberto, nem o cadáver exumado, devido ao curto espaço de tempo desde seu falecimento.
   Uma vez que Bento XVI o tenha proclamado beato, em cerimônia que começará às 9h (3h de Brasília) do dia 1º de maio, o papa e os cardeais com os quais concelebrará a missa irão em procissão desde a Praça de São Pedro até o interior da basílica, onde se prostrarão diante do caixão e rezarão.
   Depois, todos os fiéis que desejarem poderão se aproximar até o caixão para prestar homenagem ao papa que comandou a Igreja durante quase 27 anos (1978-2005) e a introduziu no terceiro milênio.
   A Basílica de São Pedro ficará aberta enquanto durar o fluxo de fiéis para permitir que as centenas de milhares que são esperadas possam rezar perante o primeiro pontífice polonês da história.
   Uma vez concluída as celebrações, o caixão será levado à capela de São Sebastião do templo vaticano, para permitir uma maior afluência de fiéis no futuro.
   Esta capela, situada entre a que acolhe a "Piedad", de Miguel Ángel, e a Capela do Santíssimo, foi restaurada, com nova iluminação e som, e guarda atualmente os restos do papa Inocêncio XI (1611-1689).
   Os restos de João Paulo II repousam desde o dia 8 de abril de 2005, data do funeral, na cripta da Basílica de São Pedro, na qual foi túmulo do beato papa João XXIII e a poucos metros do túmulo de São Pedro.
   Até agora, uma lápide simples de mármore branco jaspeado cobria o túmulo do papa polonês, que se transformou em lugar de peregrinação de fiéis de todo o mundo.
   Segundo dados do Vaticano, uma média de 20 mil pessoas a visitavam diariamente.
"Ioannes Pavlvs PP II. 16.X.1978-2.IV.2005" são as únicas letras e números gravadas na laje de mármore, proveniente da famosa montanha de mármore de Carrara, no noroeste italiano.



   A laje mede 2,20 metros de comprimento por 1,20 metro de largura e está colocada de modo que os fiéis possam vê-la e ler o escrito com facilidade. EFE

quinta-feira, 28 de abril de 2011

A Noiva dos Sábios


O Noivado da Verdade.

            Senhores!

            Diante da instituição do paraninfado acadêmico inculca a idéia etimológica e festiva de um noivado. Nas idades antigas, como sabeis, e na moderna perdura o costume, paraninfo era aquele que entre harmonias e flores, acompanhava os noivos desde o teto paterno até ao lar nupcial.
            Hoje, portanto, nesta sala da vida triunfante repleto, aqui paira um noivado místico e inefável! Noivos são os vossos espíritos moços, Senhores vencedores titulados mestres desde o presente momento. A noiva, que outra pode ser, senão aquela, de quem já cantava o Sábio das Escrituras: “A esta eu amei e requestei desde a minha mocidade, procurei tomá-la para mim por esposa, e me fiz amante da sua formosura?” Sabedoria 8,2.
            Nesta hora, dizei-me em verdade, ó jovens, quem vos levou a deixardes a liberdade e as doçuras da casa materna pelos muralhões severos de um ginásio? Quem vos fez trocar os lampadários e as harmonias dos saraus alegres, por essa lâmpada solitária e muda das vigílias estudiosas? Por quem foi que preferistes ao fantasiar quimérico da adolescência, a meditação grave e metódica das ciências e letras? Por quem, senão pela Verdade, por essa Verdade, que vos falava nos lábios dos vossos mestres passados em sua vida, sorria-vos dentre as laudas dos livros e alvorecia nos horizontes das vossas lucubrações austeras?
            Eu te saúdo, pois, ó noiva dos sábios! Verdade, que és mesmo Deus! Verdade, que és o Verbo eterno de Deus! Verdade, que nasceste da mente divina, no instante em que a nebulosa primitiva surgiu dançando vertiginosamente, a espadanar no espaço a miríada de mundos, que o povoam!
            Salve, ó Verdade! Tu, cujo esplendor é Belo e cujo atrativo é o Bem; tu, que és a luz das inteligências e o encanto das vontades; tu, que no cérebro te chamas Ciência ou Crença, e no coração te nomeias Virtude!
            Salve, ó Verdade! Salve, suspirada noiva de toda alma pensante! tu, a noiva de Platão e Aristóteles, de Cícero e Sêneca, de Aurélio Agostinho e Tomaz de Aquino, de Pascal e Gonçalves de Magalhães!
            Saúdo, igualmente, a vós, Senhores que neste momento recebem seu título, a vós, que encerrais hoje gloriosamente a primeira fase do vosso noivado intelectual, a vós, que hoje ceifais as primícias da vossa constante fidelidade ao estudo, a vós, em cujas frontes juvenis desfolham-se hoje místicas flores de laranjeira, condignas e auspiciosas grinaldas do vosso amor à Verdade!



            Texto extraído do Livro: Aquino, Dom F. de Corrêa. Discursos.2 Edição. Volume I. Imprensa Nacional- Rio de Janeiro-Brasil. 1944. (Arcebispo de Cuiabá da Academia Brasileira de Letras.

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Fala-Tece- Estórias e Histórias Estórias que despertam o amor GRH:12.479.406/MG.30

Estórias Contadas por meus pais. MG.

Estórias que despertam o amor  



            E há a estória daquela aldeia de pescadores, contada por alguém de nome João da Palhoça.
            Aldeia onde os dias sucediam às noites e as noites sucediam os dias, naquela ciranda sem fim das mesmas coisas que se repetem, os mesmos rostos que se cruzam, sem nunca surpreender ou espantar, das mesmas, das mesmas coisas que são ditas e repetidas, e que, por serem sempre as mesmas, não são mais ouvidas, e dos mesmos gestos, desembocando tudo naquela monotonia e no enfado de um mundo esgotado, onde a vida acontece pela inércia porque o seu gosto bom há muito se perdeu nos corpos cansados de viver as mesmas coisas.
            Até que algo estranho apareceu e desapareceu, nas ondas que subiam e desciam, algo inusitado, diferente, não visto antes e que fez com que as pessoas que nunca paravam, por já haverem visto tudo o que há para ser visto, parassem e se ajuntassem na praia, olhando e perguntando umas às outras: “O que será?”
            E a coisa foi chegando, sem se apressar, até que finalmente chegou, para espanto de todo mundo.
Um homem morto. Desconhecido. Parece que havia viajado muito porque seu corpo sem vida estava coberto por algas e liquens, testemunha das solidões e dos mistérios pode onde havia passado.
            Era necessário enterrá-lo. Que outra coisa se pode fazer com um cadáver?
            Acontece, entretanto, que sem querer e sem saber, os homens e as mulheres começaram a fazer com aquele corpo inerte e o seu silêncio uma coisa de que nem eles mesmos suspeitavam... E as mulheres que o preparavam notavam seu porte enorme. E pensaram e falaram que ele teria sido gentil, fala mansa como a brisa, por vezes ousada como o quebrar das ondas... E pegaram suas mãos, e pensaram e falaram que ele deveria ter sabido amar como ninguém, e que deveria ter sabido dizer palavras que há séculos não eram pronunciadas naquela aldeia, e que ele deveria ter sabido fazer com que as mulheres buscassem uma flor para colocar nos cabelos... E os homens também pensaram e falaram sobre os lugares por onde aquele corpo deveria ter andado, e os gestos que teria feito, e o viram brincando com as crianças e segurando as mãos dos velhos nos momentos finais de sua velhice. Homem de bom coração. Pensando alto e longe voltam à aldeia, a contemplar aquele morto.
            E foi assim que, enquanto as mãos faziam aquilo que se devia fazer para preparar um corpo para a morte, o pensamento e as palavras iam e vinham, tecendo por cima dele estórias a ser contada por muitas gerações. E não teria um que viesse a existir que não se emocionasse com a estória contada por um daqueles homens e mulheres da aldeia de pescadores.
             E a teia que se tecia, um milagre ia acontecendo, porque, da fala sobre o morto, uma vida nova ia nascendo, e as pessoas olhavam para o passado, aquilo que havia sido, e imaginavam que poderia tudo ter sido diferente, se o afogado tivesse vivido entre eles. Com certeza ele teria plantado jardins, cultivado um campo, sido um grande pescador, sem medo de lançar para as águas mais profundas na busca de melhores e maiores peixes. E, de repente, a ciranda sem fim das mesmas coisas que se repetem se interrompeu por um morto que propôs uma nova dança. Dança esta que não haviam dançado antes e os olhos cansados de ver coisas diferentes, começou para o povo da aldeia a ser novamente uma ciranda, uma dança das mesmas coisas, dos mesmos olhares, indo perdendo sua importância nas mesmas coisas vistas.
            E diz a estória que a aldeia nunca mais foi a mesma, em virtude do silêncio de um morto e das estórias que sobre ele se contaram até nossos dias. E quem não se envolveu ainda na fala-tece da estória, conte a sua ouvida por um ancião. Busque a fonte mais antiga de sua crença e sentirá envolvido nesta fala-tece sem fim. 
Ir. Heleodoro. NDS. 2011. 13 DE ABRIL QUARTA FEIRA.

terça-feira, 12 de abril de 2011

O Vaticano

O Vaticano ou Cidade do Vaticano, oficialmente Estado da Cidade do Vaticano (italiano: Stato della Città del Vaticano),[4] é o centro da Igreja Católica e uma cidade-estado soberana sem costa marítima cujo território consiste de um enclave murado dentro da cidade de Roma, capital da Itália. Com aproximadamente 44 hectares (0,44 km²) e com uma população de pouco mais de 800 habitantes, é o menor Estado do mundo, tanto por população quanto por área.[5][6]
A Cidade do Vaticano é uma cidade-estado que existe desde 1929. É distinta da Santa Sé, que remonta ao Cristianismo primitivo e é a principal sé episcopal de 1,142 bilhão de Católicos Romanos (Latinos e Orientais) de todo o mundo. Ordenanças da Cidade do Vaticano são publicados em italiano; documentos oficiais da Santa Sé são emitidos principalmente em latim. As duas entidades ainda têm passaportes distintos: a Santa Sé, como não é um país, apenas trata de questões de passaportes diplomáticos e de serviço; o estado da Cidade do Vaticano cuida dos passaportes normais. Em ambos os casos, os passaportes emitidos são muito poucos.
O Tratado de Latrão, de 1929, que criou a cidade-estado do Vaticano, a descreve como uma nova criação (preâmbulo e no artigo III) e não como um vestígio dos muito maiores Estados Pontifícios (756-1870), que anteriormente abrangiam a Itália central. A maior parte deste território foi absorvido pelo Reino da Itália em 1860 e a porção final, ou seja, a cidade de Roma, com uma pequena área perto dele, dez anos depois, em 1870.
A Cidade do Vaticano é um estado eclesiástico[5] ou sacerdotal-monárquico,[3] governado pelo bispo de Roma, o Papa. A maior parte dos funcionários públicos são todos os clérigos católicos de diferentes origens raciais, étnicas e nacionais. É o território soberano da Santa Sé (Sancta Sedes) e o local de residência do Papa, referido como o Palácio Apostólico.
Os papas residem na área, que em 1929 tornou-se Cidade do Vaticano, desde o retorno de Avignon em 1377. Anteriormente, residiam no Palácio de Latrão na colina Celio no lado oposto de Roma, local que Constantino deu ao Papa Milcíades em 313. A assinatura dos acordos que estabeleceram o novo estado teve lugar neste último edifício, dando origem ao nome Tratado de Latrão, pelo qual é conhecido.