A presença do Papa João Paulo II em nosso meio foi um acontecimento que emocionou milhões de pessoas em todo mundo. Despertou o sentimento de fé e de esperança em cada coração que desejava viver uma vida voltada para família.
Em sua história o Papa João Paulo II, mesmo estando fragilizado pela idade e pela doença, veio de longe trazer sua benção e seu apoio às famílias, estimulando-as a perseverarem fielmente no amor conjugal, e dar sua palavra em defesa incondicional à vida humana desde a origem. Sua visita ao Brasil de 2 ao dia 5 de outubro de 1997 no Rio de Janeiro, trouxe ao povo brasileiro muitas bênçãos e o fortalecimento da fé.
É inegável que sua imagem propagada pela TV se transformou em ícone religioso, mesmo assim milhões e milhões de pessoas no Brasil e no mundo tem acompanhado os passos e o processo de beatificação daquele que já me vida considerado santo. Seus passos firmes, seus acenos enquanto vivo, mantinha a esperança. Os discursos por ele feito nas inúmeras visitas pastorais pelo mundo, já era de um ancião cujas palavras, cansadas e pausadas eram acolhidas como doutrina.
Hoje as portas da beatificação do Papa João Paulo II ainda podemos ouvir suas palavras reafirmando que é nas famílias que “o ser humano cresce e se torna um cidadão maduro”. Lembrando que a estabilidade da família depende do contexto social. Lembramos também que o Papa fez questão de dizer: “quero encorajar todo esforço dirigido a promover adequadas estruturas organizativas que assumam um diálogo construtivo com as instâncias políticas, das quais depende em boa medida a sorte da família e da sua missão a serviço da vida”.
Quando o Papa esteve no Brasil fez questão de dirigir sua palavra às autoridades, falando em fraternidade cujo sentido e finalidade é “impulsionar um progresso ordenado que alcance todas as famílias e categorias sociais nos princípios da justiça e da caridade cristãs”.
Entendemos com isso que a mensagem do Papa desaprova toda estrutura de exclusão à vida digna. É o pontífice a sutil conclusão: “certamente os desequilíbrios sociais, a distribuição injusta dos meios econômicos, a necessidade de uma ampla difusão dos meios básicos de saúde e de cultura, os problemas da infância desprotegida, constituem um desafio enorme para os governantes do mundo”.
Lembremos da visita do Papa ao Rio de Janeiro em outro de 1997. Onde participou do encerramento do Congresso Teológico Pastoral no Rio de Janeiro, dia 3. E no seu último dia de visita no Aterro do Flamengo celebrou a missa para 2 milhões de pessoas, ele não media esforços apesar do cansaço e estado de saúde. Estava lá arrebatando milhões de pessoas para o Senhor.
Em seu discurso vale lembrar com carinho e lágrimas de amor quando esteve rezando com as autoridades, bispos de todo o continente e, acima de tudo, esteve rezando com cada um de nós, pela integração e unidade de nossas famílias. No seu discurso o Papa declara: “A família é esta particular e ao mesmo tempo fundamental comunidade de amor e de vida, sobre a qual se apóiam todas as demais comunidades e sociedades. Por isso, invocando as bênçãos do Altíssimo pelas famílias, rezamos juntos por todas aquelas grandes sociedades que aqui representamos. Rezamos pelo futuro das nações e dos Estados, como também pelo futuro da Igreja e do mundo”.
“De fato, através da família, toda a existência humana é orientada para o futuro. Nela, o homem vem ao mundo, cresce e amadurece. Nela, ele se torna um cidadão sempre mais maduro do seu país e um membro da Igreja mais consciente. A família é também o primeiro e fundamental ambiente, onde cada homem distingue e realiza a própria vocação humana e cristã. A família, enfim, é uma comunidade insubstituível por qualquer outra”
“Com o ser humano, toda a magnificência da criação visível abre-se à dimensão do espiritual. A inteligência e a vontade, o conhecimento e o amor__ tudo isto entra no cosmo visível, no momento mesmo da criação do homem. Entra precisamente manifestando, desde o início, a compenetração da vida corporal com a espiritual. Assim, o homem deixa seu pai e sua mãe, e une-se à sua mulher, tornando-se uma só carne; mas esta união conjugal enraíza-se contemporaneamente no conhecimento e no amor, ou seja, na dimensão espiritual”
“No plano de Deus, o matrimônio___ o matrimônio indissolúvel ___ é o fundamento de uma família sadia e responsável”.
“A criação do homem tem o seu fundamento no eterno Verbo, o eterno Filho, por meio do qual tudo foi criado. Também o homem foi criado através do Verbo, e foi criado como homem e mulher. A aliança conjugal tem sua origem no Verbo eterno de Deus. Nele a família é eternamente pensada por Deus, imaginada e realizada. Por Cristo ela adquire seu caráter sacramental, a sua santificação”.
“Pais e famílias do mundo inteiro, deixai que vo-lo diga: Deus vos chama à santidade! Ele mesmo escolheu-nos “por Jesus Cristo, antes da criação do mundo __ nos diz São Paulo __ para que sejamos santos na sua presença” (Ef 1,4). Ele vos ama loucamente, ele deseja a vossa felicidade, mas quer que saibais conjugar sempre a fidelidade com a felicidade, pois não pode haver uma sem a outra”
“Não deixeis que a mentalidade hedonista, a ambição e o egoísmo entrem em vossos lares”. “Sede generosos com Deus. Não poderia deixar de recordar, mais uma vez,que a família está à serviço da Igreja e da sociedade no seu ser e agir, enquanto comunidade íntima de vida e de amor (Familiaris Consortio, 50). A mútua doação abençoada por Deus, perpassada de fé, esperança e caridade, permitirá alcançar a perfeição e a mútua santificação de cada um dos esposos. Servirá, em outras palavras, como núcleo santificador da própria família e de expansão da obra de evangelização de todo o lar cristão”.
“Sede portadores de paz e de alegria no seio do lar; a graça eleva e aperfeiçoa o amor, e com ele vos concede as virtudes familiares indispensáveis da humildade, do espírito de serviço e de sacrifício, do afeto paternal e filial, do respeito e da mútua compreensão”.
“E como o bem é por si mesmo difuso, faço votos também de que a vossa adesão à Pastoral Familiar seja, na medida das vossas possibilidades, um incentivo a irradiar generosamente o dom que está em vós, primeiramente entre os filhos, depois àqueles casais ___ talvez parentes e amigos ___ que estão afastados de Deus ou passam por momentos de incompreensão ou de desconfiança”.
“Neste caminho em direção as realidades na qual as famílias estão vivendo, ,fazei com que a miséria não destrua a família, impeça o acesso à cultura e à educação básica, não deixem serem corrompidos pela miséria que destrói costumes, valores e até mesmo as próprias raízes da saúde dos jovens e dos adultos nos seus sonhos.”
Temos por sorte e honra no Senhor em termos recebido no Brasil, um homem santo em pessoa nas terras morenas.
Um Brasil de todas as raças.
Louvado seja João de Deus. (Ir. Heleodoro, NDS.
O Papa João Paulo II nos visita:
Primeira visita - 1980
João Paulo II beatificou o jesuíta José de Anchieta, que chegou ao Brasil, em 1553, para catequizar os habitantes do país. O Papa participou do X Congresso Eucarístico Nacional, realizado entre 30 de junho a 12 de julho 1980, em Fortaleza, no Ceará. Ele foi recebido pelo general João Batista Figueiredo, último presidente brasileiro no período da ditadura militar.
Segunda visita - 1991
O Papa João Paulo II foi recebido pelo presidente Fernando Collor de Mello. Em Salvador, capital baiana, ele visitou irmã Dulce, que estava com a saúde debilitada. A religiosa ficou conhecida por se dedicar às crianças carentes da Bahia.
Terceira visita - 1997
O Papa foi recebido pelo então presidente Fernando Henrique Cardoso e participou do II Encontro Mundial do Papa com as Famílias, realizado na cidade do Rio de Janeiro. Ele ficou por quatro dias na cidade. Em seus discursos, João Paulo II condenou o divórcio, o aborto e os métodos contraceptivos. Ele abençoou o Rio Janeiro aos pés do Cristo Redentor.







